Naquela noite em minha cama fria comecei ler o diário, que teria encontrado na frente da mansão que estava abandonada. Em primeira estância estavam as dedicações - Para minha filha e minhas Amarílis. Comecei ler o conteúdo bruto do diário onde contava o dia a dia de uma dama que gostara muito da filha a pequena Alexandra além de cuidar com muito êxito de um jardim. Mas eu não achei nada sobre Amarílis. Dormi e no outro dia a dúvida me perseguia. Quem seria Amarílis? E qual relação ela teria com a dona deste tal diário?Li mais de sete vezes o diário naquela semana, mas a moça apenas relatava com era seu dia no jardim.
Meses se passaram e eu já não me conhecia mais, era uma mulher presa em uma pequena salinha com o diário nas mãos não sabia pensar em nada que não fosse Amarílis. Prendi-me em um mundo solitário na qual o pensamento que conduzia, não pensava mais em mim não cuidava mais da minha saúde, portanto, fiquei muito doente. Já estava louca com os meus pensamentos em uma cama de “hospi-tal”. No fim de meus dias recebi a visita de uma menina que em suas mãos trazia uma flor rosa maravilhosa. – Quem é você? E que flor é essa menina? – meu nome é Alexandra e essa é Amarílis senhora, flor que floresce apenas com condições estremas de luz. - Eu a olhei e com um suspiro deixei a luz da flor me levar consigo.


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